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Quatro olhos



Muita gente hoje em dia quer fazer uso de óculos por charme, virando um acessório comum, mas lembramos que nem sempre foi assim: até a uns anos atrás havia muita discriminação. Porém, vale a pena ressaltar que não se pode usar óculos de outra pessoa; mesmo que seja fraco. Também, o uso de óculos solares devem ter proteção e não apenas ser um enfeite, pois não se pode brincar com a saúde dos olhos.
Então eu resolvi separar algumas curiosidades sobre esse acessório que ganhou o rosto de muita gente...
- As primeiras lentes usadas de forma corretivas surgiram em I d.C a partir de pedras preciosas cortadas em camadas finas e que serviam como lentes de aumento.
- Somente na década de 30 os óculos se tornaram populares mundialmente.
 - Os primeiros modelos com hastes fixas sobre as duas orelhas só surgiram no século 17.
 - Como vocês já viram em nosso post sobre a história dos óculos, eles surgiram 500 a.C, na China e, mesmo sem lentes, serviam apenas como um adorno ou como forma de descriminação social, pois principalmente os doentes mentais os usavam.
 - Em Portugal, por volta do século 18, existiam também óculos de uma lente só com punho dourado e que era usado, especialmente, pelos mais elegantes para dar um ar de distinção e sabedoria. 
fonte: http://www.tritoneyewear.com.br

Bom, agora irei falar um pouco sobre os meus três óculos (poderia ter mais, rs) e cada um marca um pouco minhas tendências e um pouco do que sou.

Meninice...

 Esse é meu primeiro óculos e eu tinha dez anos. Foi receitado para descanso e os dois graus tem +0,25. Ele é todo rosa, comprei em uma época que eu queria realmente consumir rosa, desde roupas a esmalte, talvez porque eu não usava antes. Ele já perdeu parafuso e a plaqueta direita pelo fato de eu não usá-lo apenas para descanso (ops!). Usei por três anos, até ficar desconfortável para mim...


Dark


Este então é meu segundo óculos. Comprei quando tinha 14 anos e usei até a uma semana atrás. Porém ele não me servia mais acredito que desde os cinco meses de uso e não tenho hábito de ir ao oftalmologista duas vezes por ano como é indicado. O grau deste, no olho esquerdo é -0,25 e -0,50 no direito.
 

 

Ele é bem simples e me sinto confortável assim mesmo. Os detalhes na haste lembra um tom degradê e vintage. O bom de tudo é que realmente ele ficava legal em mim e ficou baratinho. Usei em uma época em que eu fiquei bem dark mesmo, não por modinha, claro, mas por acaso, onde as coisas que eu gostava eram de cores mais escuras. Aos treze, eu fui me descobrindo e amadurecendo, me desapegando das coisas materiais, eliminando as inutilidades, sendo bem mais observadora, me fechando cada vez mais para as pessoas, mas ao mesmo tempo, deixando minha tremenda timidez, mas acabou sendo, de fato, um período muito bom pra minha formação atual. Foi uma época filtradora, onde eu tentei trazer para mim apenas coisas boas, mas não deu tããão certo assim e a maior lição que eu aprendi fora, não sendo clichê, que os erros fazem parte da vida e o que nos cabe é aprender com eles.

Light

 
 

Esse é meu atual. Ele é bem mais simples que os outros, porém custou o mesmo preço que os demais (R$190). A lente dele é maior também e desta vez tenho Miopia e o mais novo colega Astigmatismo, uma anomalia que marca por dificuldades de distinguir, de leitura e o que eu senti mais foram olhos cansados, muita sensibilidade à luz e tive que apertar muito os olhos para focar. Minha miopia no olho esquerdo é -0,75 e -1,25 no direito, já o astigmatismo é -0,25 nas duas lentes.


Escolhi pela simplicidade e conforto. Esse é bem light e atualmente procuro ser assim. Estou mais responsável, acredito que bem mais madura, vivi experiências novas durante os últimos meses que, sendo boas e ruins, para mim foi muito importante. Estou adorando essa nova armação e espero que meu grau se mantenha, né? ;)
Beijos!

José Paulo Paes (1926-1998)

Epitáfio de um Banqueiro
               Negócio
                  ego 
                      ócio
                        cio
                           0



Os negócios nos fazem gananciosos, o ego nos tornam pessoas egoístas, o ócio nos levaria a uma vida tranquila, o cio diz respeito a sensualidade atrativa que desperta nas pessoas más e o 0 é a morte, qual não se leva nada de uma vida toda de acúmulos.

"Todos os dias antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia..."



fotografia de n0thing-ever-ch4nges | tumblr

"lembro e esqueço como foi o dia..." Ele faz uma reflexão que antes de dormir ele lembra do dia e esquece dele enquanto dorme e a frase da a uma outra reflexão de que tudo passa muito rápido. Me identifico muito com esta ultima. Estou em época de provas e estudando não só para tirar boas notas na escola, mas também para os vestibulares do ano que vem e não sou uma pessoa que "pega rápido" a matéria, então me esforço em dobro nos estudos. Passo a semana inteira estudando e não aproveito tanto meu tempo fazendo o que quero e quando chega as sextas-feiras estou mais livre e, voltando para casa do colégio, no caminho, penso: "Nossa; mais uma vez, já é sexta feira!". Pareço meio idiota e  talvez realmente seja, mas é assim mesmo e será assim daqui pra frente para mim. Quando a gente quer alguma coisa, batalhamos por ela.
                       
fotografia de o-mini-poeta | tumblr

Tem muita gente que tem essa rotina alienada há anos sem questionar ou não poder mesmo mudar de vida. O que me deixa impressionada é que essa é a dura rotina de muitos de nossos trabalhadores brasileiros que acordam na madrugada para chegar no trabalho de manhã e chegar em casa já de noite. Ou seja, não aproveitam o dia, só servem aos outros. La Boétie, no século XVI, diferenciou obediência de servidão. Na obediência, o povo é vencido e é conquistado pela força e na servidão o povo não está a obedecer, mas a servir. Um exemplo relacionado à obediência é a obediência política. O governo comanda porque demos a ele esse dever porque se não existisse alguém que não exercesse a força e a justiça, ou seja, se tudo fosse anárquico, logo, as pessoas começariam a fazer justiça "com as próprias mãos", cometendo injustiças com quem é inocente ou levando suas punições ao extremo. Um exemplo de servidão é o escravo. Sim, o escravo serve porque ele quer; ele poderia muito bem se matar ou fugir, existem várias possibilidades, mas ele decidiu servir, ou seja, fora uma escolha dele. 
Podemos assim dizer que um trabalhador fica mais de doze horas por dia trabalhando fora de casa porque realmente ele quer. Claro! Um trabalhador quer, mas quer porque precisa. Ele precisa do salário, então batalha por ele. Esses dias estava pensando: fazemos muitas coisas que não queremos porque somos obrigados e aprendi a diferenciar minhas vontades das vontades que a minha cabeça tem; as minhas vontades são as que deveriam valer e as da minha cabeça são automáticas. Um exemplo é não querer ir declarar o Imposto de Renda (haha!): eu não quero declarar e essa é minha vontade, mas minha cabeça diz que eu tenho que ir; ou sobre a escola: eu não quero ir e é essa minha vontade, mas eu tenho que ir e minha cabeça, quase que automaticamente me leva para a escola. Quase automaticamente porque ela depende de minha vontade também. Ou quero bater no meu chefe e essa é minha vontade, mas não posso porque serei penada por isso. Essa reflexão leva me levou a discussão sobre liberdade; o governo diz que somos livres, mas não somos livres para fazer o que queremos. Somos livres, mas com certas restrições (?). Se realmente fossemos livres, faríamos as mesmas coisas que faremos?
Puxando o assunto de impostos... Está cansado de ouvir que somos um dos países que mais paga impostos, não é, leitor? Mas não se preocupe, não entrarei tanto no assunto, nem o da Copa porque a postagem vai ficar longa, mas farei uma postagem sobre também. O que me vem a entrar nesse assunto é que é lamentável ver que esses trabalhadores que passam o dia fora de casa para trazer o pouco e tão suado dinheiro para a família e são obrigados a pagar altos e absurdos tributos para o governo e ter um transporte público decadente e uma saúde de dar desgosto desse Brasil tão rico e miserável; não é pleonasmo ou se quiser interpretá-lo como um, já sabe... Aqui na minha cidade eu ando mais a pé e, apesar de ter carro, não gosto de andar, mas sempre dependi de saúde pública e sei o que digo. Já esperei muito tempo para consultas e ser tratada com descaso ou rapidamente. Acredito que somos sim possíveis de mudar esse Brasil, que nós é quem podemos colocar e tirar os governantes petistas com apenas o uso da consciência e de um dedo no clicar de algumas teclas no dia das eleições. Claro que hoje em dia, como já houve na História, não podemos cortar na guilhotina a cabeça de alguns como houve com reis absolutistas porque estaríamos não só cometendo contra os direitos humanos como também nos rebaixando ao nível deles, que cometem contra. 
Não da pra se sustentar com aposentadoria também, não dá pra trabalhar tanto sem a remuneração que deveríamos ter, não puxando para o lado capitalista da coisa, mas o que tiram da gente, seja os altos impostos ou puxando para o lado capitalista, nós como mão de obra barata, somos capazes de mudar.

6 fotos dos Beatles na Abbey Road


A célebre foto da capa do disco Abbey Road dos Beatles foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road.

A sessão de fotos durou dez minutos e foram feitos seis fotogramas. A fotografia escolhida foi a única em que todas as pernas estavam sincronizadas.





 
 
DATA DA FOTO: 08 de agosto de 1969
FOTÓGRAFO: Iain Macmillan.
LOCAL: Londres, Inglaterra.
Fonte: fotonahistoria.blogspot.com

2014...

É mais um ano, e já é dia 8!
O tempo passa tão rápido e muitas vezes não aproveitamos por não ter o que fazer, por não saber aproveitá-lo. Na na hora da virada, nunca fui de me cobrar para o ano seguinte porque as coisas podem mudar sem pressão, porém resolvi fazer esse ano...
Essa é minha lista:
— Jogar RPG
— Ser mais cautelosa
— Mudar o cabelo
— Começar outro sketchbook
— Emagrecer (não pode faltar!)
— Conseguir um pc novo

Esse tempo que fiquei sem postar, foi horrível. Não só pelo blog, mas tudo teve que mudar porque fiquei sem notebook. Até agora estou sem e por mais um período vou ficar só com o celular. Os recursos do Blogger como aplicativo para smartphone são rasos. Para minha felicidade, ontem fui convidada para ser colaboradora no blog das minhas amigas sempre quis fazer blog com alguém, vou arrumar o layout quando puder, mas para minha tristeza, vou ter que gastar na lan house... </3
Feliz Ano Novo, pessoal! \õ

Curitiba

 

Eu queria ter asas para poder sumir daquele lugar que me deixava cada vez mais um figurante de novela. Com essas asas artificiais, eu pude voar não tão longe, mas bem distante daquele lugar, daquele ninho estranho. As últimas palavras que ouço foram de desprezo, palavras qual ninguém gostaria de sentir, nos tímpanos e na alma e faz oito dias que não falo com alguém e me restou R$72,30, mas preciso de uma jaqueta para esse longo inverno. Obviamente, não irei a uma loja de grife com R$72,30; esse dinheiro usaria pagar para entrar nela. Apesar de ser totalmente cafona nos dias de hoje, ainda tenho um discman, ou tinha, a pilha dele deu de me deixar em “Vento do Litoral”. Ou o aparelho me deixou com as pilhas, R$72,00, uma mochila, sete livros de Stephen King e dois de Conan Doyle (mesmo não gostando dele), revistas velhas, cubo mágico, filmes para fotos, um relógio, uma Canon e outra Instamatic 177XF, da Kodak, sobrevivente da extinção. No corpo, uma calça jeans, um terço nas mãos, suéter e um óculos para meu astigmatismo. Uma das lentes da minha Canon tem um risco enorme e fica um efeito bacana, assim como a borboleta de enfeite nas fotos do tio e se alguém vir querer vida fácil para meu lado, que leve todos os meus órgãos, mas deixe minha Kodak!

Inesperadamente nascido em 1983, meus pais são apaixonados até hoje, na infância veio minha Instamatic com a morte do meu sobrinho mais velho do que eu e minha paixão única era por momentos. Minha paixão morreu quando me casei há treze anos de uma mulher infértil, o que não me incomodava, mas a encomodava. Talvez o motivo da minha grande infelicidade fora por ser fascinado por coisas inesperadas, impulsos, momentos. Não me arrependo.

Eu aceitei a aposentadoria do meu Discman modelo SI-S125, pois é assim que funciona; no caminho as coisas vão te deixando, nascemos sozinhos e morreremos sós, mas bobo era eu de nunca ter aceitado isso enquanto era tempo de fazer-se feliz. Agora tu vives o que não queria por não aceitar a lei da vida... Como Renato Russo sempre falava: “E o vento vai levando tudo embora...” e mesmo não estando mais em casa, posso imaginar perfeitamente o que aconteceu: meu gato Felipe está com fome e minha esposa está ocupada tentando se pendurar no lustre e meu chefe procurando alguém para me substituir. Todos sozinhos e um dependente do outro, só Curitiba está a mesma. Adeus Discman.