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"lembro e esqueço como foi o dia..." Ele faz uma reflexão que antes de dormir ele lembra do dia e esquece dele enquanto dorme e a frase da a uma outra reflexão de que tudo passa muito rápido. Me identifico muito com esta ultima. Estou em época de provas e estudando não só para tirar boas notas na escola, mas também para os vestibulares do ano que vem e não sou uma pessoa que "pega rápido" a matéria, então me esforço em dobro nos estudos. Passo a semana inteira estudando e não aproveito tanto meu tempo fazendo o que quero e quando chega as sextas-feiras estou mais livre e, voltando para casa do colégio, no caminho, penso: "Nossa; mais uma vez, já é sexta feira!". Pareço meio idiota
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Tem muita gente que tem essa rotina alienada há anos sem questionar ou não poder mesmo mudar de vida. O que me deixa impressionada é que essa é a dura rotina de muitos de nossos trabalhadores brasileiros que acordam na madrugada para chegar no trabalho de manhã e chegar em casa já de noite. Ou seja, não aproveitam o dia, só servem aos outros. La Boétie, no século XVI, diferenciou obediência de servidão. Na obediência, o povo é vencido e é conquistado pela força e na servidão o povo não está a obedecer, mas a servir. Um exemplo relacionado à obediência é a obediência política. O governo comanda porque demos a ele esse dever porque se não existisse alguém que não exercesse a força e a justiça, ou seja, se tudo fosse anárquico, logo, as pessoas começariam a fazer justiça "com as próprias mãos", cometendo injustiças com quem é inocente ou levando suas punições ao extremo. Um exemplo de servidão é o escravo. Sim, o escravo serve porque ele quer; ele poderia muito bem se matar ou fugir, existem várias possibilidades, mas ele decidiu servir, ou seja, fora uma escolha dele.
Podemos assim dizer que um trabalhador fica mais de doze horas por dia trabalhando fora de casa porque realmente ele quer. Claro! Um trabalhador quer, mas quer porque precisa. Ele precisa do salário, então batalha por ele. Esses dias estava pensando: fazemos muitas coisas que não queremos porque somos obrigados e aprendi a diferenciar minhas vontades das vontades que a minha cabeça tem; as minhas vontades são as que deveriam valer e as da minha cabeça são automáticas. Um exemplo é não querer ir declarar o Imposto de Renda (haha!): eu não quero declarar e essa é minha vontade, mas minha cabeça diz que eu tenho que ir; ou sobre a escola: eu não quero ir e é essa minha vontade, mas eu tenho que ir e minha cabeça, quase que automaticamente me leva para a escola. Quase automaticamente porque ela depende de minha vontade também. Ou quero bater no meu chefe e essa é minha vontade, mas não posso porque serei penada por isso. Essa reflexão leva me levou a discussão sobre liberdade; o governo diz que somos livres, mas não somos livres para fazer o que queremos. Somos livres, mas com certas restrições (?). Se realmente fossemos livres, faríamos as mesmas coisas que faremos?
Puxando o assunto de impostos... Está cansado de ouvir que somos um dos países que mais paga impostos, não é, leitor? Mas não se preocupe, não entrarei tanto no assunto, nem o da Copa porque a postagem vai ficar longa, mas farei uma postagem sobre também. O que me vem a entrar nesse assunto é que é lamentável ver que esses trabalhadores que passam o dia fora de casa para trazer o pouco e tão suado dinheiro para a família e são obrigados a pagar altos e absurdos tributos para o governo e ter um transporte público decadente e uma saúde de dar desgosto desse Brasil tão rico e miserável; não é pleonasmo ou se quiser interpretá-lo como um, já sabe... Aqui na minha cidade eu ando mais a pé e, apesar de ter carro, não gosto de andar, mas sempre dependi de saúde pública e sei o que digo. Já esperei muito tempo para consultas e ser tratada com descaso ou rapidamente. Acredito que somos sim possíveis de mudar esse Brasil, que nós é quem podemos colocar e tirar os governantes petistas com apenas o uso da consciência e de um dedo no clicar de algumas teclas no dia das eleições. Claro que hoje em dia, como já houve na História, não podemos cortar na guilhotina a cabeça de alguns como houve com reis absolutistas porque estaríamos não só cometendo contra os direitos humanos como também nos rebaixando ao nível deles, que cometem contra.
Não da pra se sustentar com aposentadoria também, não dá pra trabalhar tanto sem a remuneração que deveríamos ter, não puxando para o lado capitalista da coisa, mas o que tiram da gente, seja os altos impostos ou puxando para o lado capitalista, nós como mão de obra barata, somos capazes de mudar.

